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Blog com notícias e artigos sobre o que acontece em Sergipe e no Brasil. Atualizado pela jornalista Grace Melo. Formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Tiradentes, cursou pós-graduação em marketing na Universidade Federal de Sergipe, é Especialista em Assessoria de Comunicação e Imprensa pela Fanese e atualmente é estudante do curso de licenciatura em Letras Português - Inglês.
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Cara senhora, Confesso que não compreendi essa sua indignação do voto dado pelo Dr. Carlos Ayres Brito (como se fosse o único) pela não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão. Até mesmo porque, a função do juiz não é satisfazer grupo A ou o Grupo B, e sim julgar determinadas questões. Talvez o maior equívoco tenha sido o da senhora mesma, quando na faculdade assinara uma folha demonstrando o desejo de ver um sergipano (por isso não suporto bairrismo) no STF e com isso achava que poria alguém que "defenderia os seus interesses". Juizes não defendem, julgam, e julgam de acordo com sua interpretação da lei e de sua consciência. Se a senhora ficou decepcionada com o Dr. Carlos ficará também com 100% dos juízes, pois certamente em algum momento eles darão um voto contrario do qual a senhora concordará ou discordará. Isso é óbvio, inevitável. Quanto propriamente à questão do diploma não ser obrigatório para escrever ou até mesmo fundar um jornal, me trouxe outras lembranças que até o momento eu não li e nem vi nenhum jornalista fazer qualquer observação, que é a seguinte: Fernando Moraes, Ruy Castro, Pedro Bial (só para ficar nesses e aqui no Brasil, mas o fenômeno é mundial) todos jornalistas, no entanto escrevem livros sobre biografias históricas sem nenhuma formação em história. O Fernando Moraes já foi muito criticado por não ter metodologia, do qual ele respondeu: "Lá em casa está tudo bem resolvido, a minha mulher é que é historiadora eu sou jornalista". Ele está certo. Explique-me, por que um jornalista pode dar uma de historiador, mas um historiador não pode dar uma de jornalista? A senhora, por exemplo, pode dirigir um filme ou uma peça de teatro sem ser formada em cinema ou dramaturgia ou ainda fazer música sem formação. O Dr. Draúzio Varela é um excelente cirurgião, e no entanto demonstrou um ótimo escritor com "Carandiru". A profissão de jornalista é importante, sim. Mas, não é especial. Eu compreendo até a preocupação da classe em se sentir ameaçada por outros "profissionais", entretanto há profissionais bons e ruins em qualquer classe. Mas o competente quando percebe que a concorrência vai aumentar ele se prepara mais. Não sei, talvez o jornalista sergipano, nem todos, é claro, pense que liberdade de expressão seja uma locução qualquer de uso exclusivo dos jornalistas, mas a senhora como esta fazendo o curso de letras português/inglês certamente vai perceber que a linguagem não tem dono ela é de todo nós. Atenciosamente, João Ulisses de Melo Filho P.S.: Sugiro que a senhora abandone a esperança em Heloisa Helena, ora, uma parlamentar que agride seus colegas em plenário (agora em Maceió) não merece confiança (certamente como jornalista e bem informada que a senhora é, já deve saber disso). Escrito por Cajueiros e Papagaios
às 16h31 |