Blog com notícias e artigos sobre o que acontece em Sergipe e no Brasil. Grace Melo é formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Tiradentes. Cursou pós-graduação em marketing na Universidade Federal de Sergipe e é Especialista em Assessoria de Comunicação e Imprensa pela Fanese. Atualmente trabalha como editora do Caderno Correio Correio Imóveis, do Correio de Sergipe e é Colunista Social do jornal Folha da Praia.

Contato: grace.melo@uol.com.br





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CAPITAL BRASILEIRA DA ACOMODAÇÃO

A secretaria de Estado da segurança pública de Sergipe divulgou este mês uma nota à imprensa avisando sobre a mudança de trânsito nas imediações do parque da Sementeira por conta da confraternização natalina da polícia militar de Sergipe. Tudo bem que sejam feitas as devidas alterações; são muitos os membros da corporação e seus familiares. O interessante, e que chamou atenção na nota, foi o alerta para as infrações de trânsito:

 "Não será permitido em hipótese alguma o estacionamento de veículos sobre calçadas, próximos a hidrantes, acessos aos deficientes, faixas de pedestres e pontos de ônibus"

 "Será providenciado um veículo do tipo guincho para fazer a remoção dos veículos que não obedecerem às situações acima citadas assim como outras estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro"

No mesmo dia do evento, na avenida São João Batista, conjunto Castelo Branco, aproximadamente às 10:00 da manhã, havia um carro da CPtran estacionado sobre a calçada de um estabelecimento comercial, obstruindo a passagem dos pedestres.  Quem haveria de discutir com o policial militar o fato dele ter estacionado o carro sobre a calçada? Quem iria guinchar seu carro? Ele muito provavelmente pensou: "se todos fazem, porque não eu, que sou um policial da Companhia de Trânsito, eu, que sou autoridade?".

 

Conclui-se então que esta é a realidade do cidadão sergipano: cheio de deveres a cumprir. Caso não os cumpra é penalizado com multas e até mesmo com a derrubada de seu ganha pão, como vimos acontecer na Aruana. Mas na hora de cobrar seus direitos, cadê? Está lá, na declaração universal dos direitos humanos: "todo o homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego". Para quem são esses direitos? Que ser humano? O bem-informado, magistrado, letrado, o quem tem amigos influentes, o que tem o poder nas mãos?

 

Também foi assim quando alguns grandões resolveram acabar com a farra dos carros de som nas eleições e que já incomodavam ha muito tempo todo povo de Aracaju, mas as providências só foram tomadas quando os tímpanos dos doutores começaram a ser perturbados.

E o cidadão comum não reage, grita, nem fala, nem reclama, não busca solucionar seus problemas. Está desacreditado. Não vive, sobrevive ao sabor da maré. As pessoas se acostumaram, se acomodaram com o fato de serem desrespeitadas. E assim vai se criando um novo tipo de sergipano: aquele que convive muito bem com o erro. As infrações corriqueiras se tornam naturais por serem cometidas por quase todos.

E se quase todos fazem, porque não eu? Porque não meus filhos? "Olhe amor, se o guarda pode, nós também podemos, vamos deixar isso pra lá pois nos beneficiaremos com isso em um futuro próximo".  

Nos acostumamos com veículos circulando na areia da praia, com pessoas jogando lixo nas ruas, com a corrupção, com o 'rouba mas faz', com criminosos condenados que recebem aposentadorias astronômicas (às nossas custas), com políticos que custam cerca de 100 mil por mês ao brasileiro e que, para isso "trabalham" apenas três dias por semana.  Nos acostumamos com chacinas, assassinatos, latrocínios, estupros, seqüestros.

Nos acostumamos a ser mal-tratados em estabelecimentos comerciais, com a péssima prestação de serviços públicos, escolas ruins, hospitais idem, burocracia, erros grotescos dos nossos administradores. Neste país nos acostumamos com uma polícia que tirou uma adolescente da segurança do seu lar para entregá-la a um bandido que a baleou e, que, por muito pouco não foi morta.

E os que deveriam dar voz ao povo, não só relatando fatos mas instruindo, despertando o censo crítico da população, acordando essa massa zumbi, se acostumaram com a censura, com seus baixos salários. Boa parte dos jornalistas por aqui não se enquadram no título de 'quarto poder'. Quem ganha seu pão, não quer perdê-lo; e se, ainda de quebra, ganha ingresso gratuito para o circo, pra quê mais? Ouvi alguém dizer que certo político da terra afirmou comprar jornalistas com um copo de wisque. Hoje, alguns menos boêmios e mais pulantes, se vendem por um abada.

E falando em abadá, o sergipano já está plenamente acostumado com a poluição visual gerada pela Augustu's produções na orla. O trânsito no estacionamento de lá já estava bloqueado numa quinta à tarde e um dos seus shows só aconteceria no sábado seguinte. E aquelas cercas horrorosas permanecem por lá o verão inteiro, embelezando um dos poucos cartões postais da capital brasileira da qualidade de vida...  e da acomodação.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 00h11
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Feliz 2009

Os brasileiros que nasceram --ou que ainda vão nascer-- neste ano terão de trabalhar metade de suas vidas apenas para o pagamento de tributos aos governos federal, estaduais e municipais.

Esses brasileiros têm expectativa de vida de 72,3 anos (72 anos e quatro meses), com base na Tábua de Mortalidade do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Significa dizer que, daqui a quase 73 anos, terão trabalhado 13.247 dias de suas vidas --ou 36,3 anos-- para cumprir suas obrigações tributárias no país.

A conclusão é de estudo divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) com base no aumento da carga tributária sobre renda, patrimônio e consumo nos últimos 18 anos, bem como das projeções da carga tributária pela proposta de reforma do governo e que está em tramitação no Congresso.

A Receita Federal disse ontem, por meio da assessoria de imprensa, que não podia comentar o estudo porque estava analisando-o. Por isso, hoje ou nos próximos dias deverá divulgar nota sobre o assunto.

O estudo foi feito com dados oficiais a partir de 1900, quando eram necessários 43 dias de trabalho por ano para pagar tributos. Naquele ano, a expectativa de vida era de 33,4 anos, com perspectiva de pagamento de tributos durante 3,9 anos. Meio século depois, em 1950, a expectativa de vida havia subido para 42,6 anos, e a de pagar tributos, para 6,82 anos.

Mais meio século (em 2000) e os números tinham subido para 70,5 anos e 23,3 anos, respectivamente. Neste ano, é de 72,3 anos e de 29,3 anos, respectivamente, segundo o IBPT.

O advogado Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, afirma que, "em 108 anos, a expectativa de vida dos brasileiros cresceu 116%, enquanto a expectativa de pagamento de tributos aumentou 244%".

Ele toma por base os 148 dias que serão necessários trabalhar neste ano para o pagamento de tributos aos três níveis de governo --dois dias a mais do que em 2007. Assim, na média, os contribuintes brasileiros terão de trabalhar até 27 de maio para o fisco.

Como comparação, um argentino trabalha 97 dias por ano; um chileno, 92 dias. Os suíços trabalham 185 dias, e os franceses, 149 dias, diz o IBPT.

Fonte: FOlha de São Paulo



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 11h43
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Jaime no show de Madonna

O jornalista Jaime Santana foi ao show de Madonna no Rio de Janeiro. Além de curtir muito, foi um dos destaques no telão da cantora. Ele aparece aos 04:08 desse vídeo. Não precisa assistir todo, é só pular para a parte que interessa.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 11h49
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