Blog com notícias e artigos sobre o que acontece em Sergipe e no Brasil. Atualizado pela jornalista Grace Melo. Formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo e pequisadora na área de Assessoria de Comunicação e Imprensa.

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DECADÊNCIA

Tenho evitado falar a respeito do caso Isabela. Já basta cada jornal, telejornal, cada programinha de Anas e Sônias que ganham ibope com essa tragédia toda né? Também nem vou discutir aqui o papel ao qual está se prestando a imprensa, mas hoje, lendo o blog de Anselmo Oliveira (http://www.estudosdedireito.blogspot.com/) lembrei de uma cena horrenda que passa repetidas vezes na TV Globo. É quando o casal vai para a cadeia desta última vez. No meio do caos formado por jornalistas, policiais, cinegrafistas, iluminadores e curiosos, tem uma repórter loira, de cabelos lisos, que se joga na frente do casal; primeiro na frente de Anna Jatobá, depois de Alexandre, para tentar conseguir sei lá o que. Alôooou, minha filha, nem se eles quisessem se pronunciar teriam condições no meio daquele pandemônio. O máximo que a repórter conseguiu foram alguns hematomas, sem falar no mico que foi sair em cadeia nacional com aquela cara de dor, de desespero. Ela foi varrida, trucidada pelos policiais, uma tsunami que destruiu o photon-hair da galega. Os chefes de redação podem pensar que ela cumpriu bem o seu papel; eu, com minha inexperiência ignorante, olho pra ela com pena e penso na decadência da minha profissão. Quem tem tempo e não tem mais o que fazer, dá uma olhadinha no vídeo. Não são nem dois minutos. Olha ela aí embaixo, parecendo que vai beijar a acusada.

 

 



Escrito por Grace Melo às 11h23
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MINI-CURSO RELÂMPAGO

 

Como um governo pode acabar com sua própria imagem em três passos:

1) Impedir a imprensa de entrar em um hospital público. Só permitir a entrada, quando o governador agendar uma visita “surpresa pré-agendada com muita antecedência” e os corredores do hospital estiverem completamente 'limpos'.

2) Tentar barrar também uma comissão de deputados que iria fazer uma visita (essa sim) surpresa ao local.

3) Permitir que um dos ‘diretores’ do hospital grite com os deputados em frente às câmeras de TV.

 

 

Assim o telespectador fica assustado pensando que tipo de atrocidades poderiam estar sendo cometidas no local; assim o telespectador pensa que este é um governo antidemocrático que impede o trabalho da imprensa e tolhe o direito do povo à informação; assim, além do repúdio por parte dos comunicadores do Estado, o governo consegue também a antipatia dos seus eleitores. Mas tem nada não, depois, é só ir pra frente das câmeras TV e repetir o bom e velho jargão: “Herança Maldita! A culpa é de João Alves”.



Escrito por Grace Melo às 09h39
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A MORTE DO PÂNICO

 

Eu estava pra escrever algo sobre a decadência do programa Pânico na TV que se tornou um lixo televisivo tão grande ou até maior do que os que eles tanto satirizavam e criticavam. Li hoje no blog “Olho na TV” (http://olhonatv.zip.net) uma notinha crítica que reproduzo na íntegra pra vocês.

 

Pânico na TV trocou  o diretor

 

Saiu o diretor Ricardo de Barros e entrou Alan, o produtor. Mas isso é apenas um mote pra descer a lenha no Pânico. E eles merecem. Trocaram, gradativamente, seu humor violento, iconoclasta, que colocava os artistas, celebridades e congêneres em situação difícil e constrangedora (mas ironicamente verdadeira) por um tipo de brincadeirinha inofensiva e chata. É claro que as ameaças de processos foram "amansando" e podando a "criatividade" da tchurma da Jovem Pan. O tal de politicamente correto venceu o humor-filha-da-puta, a real vertente que os levou ao sucesso. Só que, nesse troço, quando você pára de bater, é hora de apanhar. Se o Pânico aderiu a linha "Casseta & Planeta", então o programa morreu mesmo...



Escrito por Grace Melo às 09h09
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SOMOS UM DOS BLOGS LEGAIS!

Oia como nóis tá chique bem! Depois de concorrer ao prêmio Ibest na categoria regionais Sergipe sempre entre os Top 5, agora somos destaque como um dos blogs mais legais do Uol! Esse selo aí do lado não é pra qualquer um não, é mole? Obrigada aos meus queridíssimos leitores com a promessa de aprimorar o trabalho a cada dia!!!  Xêeero no coração.



Escrito por Grace Melo às 22h51
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PROFESSORES RETORNAM AO TRABALHO AMANHÃ

As propostas apresentadas pela Secretaria de Estado da Educação (SEED) ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese) foram acatadas pela categoria na manhã desta quarta-feira, 7, em Assembléia Geral, e a paralisação que já durava três semanas foi suspensa. Os professores vão retornar a sala de aula nesta quinta-feira, 8. (Ascom/Seed)

 

MÚSICA DA SEMANA

A cada São João que passa fico mais impressionada com a beleza e a poesia das músicas entoadas pelas ‘bandas de forro’. De tão admirada, resolvi prestar uma homenagem aos que escrevem tão belas letras e dividir com vocês, queridos leitores, algumas dessas músicas que enchem nossos ouvidos e nossos corações. Hoje vocês ficam com “Caminhão de Puta”, da banda Saia Rodada.

 

Eu vou parar meu carro
Na frente do cabaré
Vai ter muita mulher
Vai ter muita birita

Todo puteiro me conhece
Eu sou o cara
Que alugou um caminhão
Pra encher de rapariga

Eu peguei fama de raparigueiro
Minha ex-mulher diz que eu sou fuleiro
Mas eu vou fazer jus a fama

É que eu sou meio doido eu já nasci assim
Mas se ela quiser gostar de mim
Vai ter que procurar em outra cama.



Escrito por Grace Melo às 15h36
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A transparência da administração do hospital João ALves é um primor. Não só pelo fato de impedir a entrada da imprensa no interior do local; tem também o caso recente os pacientes foram impedidos de conversar com os jornalistas sob pena de não poderem retornar ao interior da casa de saúde...

 

NOTA DE REPÚDIO

 

O Sindicato dos Radialistas de Sergipe e o Sindicato dos Jornalistas de Sergipe vêm a público apresentar seus mais veementes protestos e repúdio contra a posição assumida pela Diretoria do Hospital João Alves Filho, que numa atitude descabida, sem sentido e, sobretudo, arrogante e antidemocrática proibiu, no dia 5/05, que a imprensa sergipana tivesse acesso às dependências daquele hospital, que estava recebendo a visita de alguns parlamentares que buscavam ver de perto os problemas que vêm ocorrem diariamente e principalmente agora com os casos de dengue surgidos em Sergipe.

 

Entendemos que, com essa atitude, a imprensa sergipana teve o seu direito à liberdade de informação tolhido. Rogamos ao espírito democrático do governador Marcelo Deda para que ele venha tomar uma posição clara no sentido de garantir aos profissionais de comunicação de Sergipe o livre desempenho do exercício profissional e que possam, assim, cumprir com o seu importante papel constitucional na sociedade, que é o de bem informar a população.

 

Sindicato dos Radialistas de Sergipe (Sterts)

Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor)



Escrito por Grace Melo às 20h09
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PENSAMENTO DA SEMANA

O que seria do povo se não existissem os “anos eleitorais”?



Escrito por Grace Melo às 22h45
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A Loura era o Benedito

Olha como eu fico arrepiado! Vinha com meu chevetinho grafite ouvindo Paulinho cantar coisas de Aracaju, quando, bem ali na ponte do Orlando, me lembrei dela: a Loura defunta do Augusto Franco! 

Que fim levou?


Dizem que era bela e peituda, um longo vestido em negro tafetá com decote em precipícios, pezinhos levitando no asfalto, mãos diáfanas - onde singravam veias azuis desbotadas - segurando um buquê já meio murcho.  Com um lenço branco imaculado e fino, meia noite e tanto a Loura pedia carona. Um conhecido do marido da prima do zelador da repartição, parou. Pra que parou? Diz que a mulher virou caveira arreganhando os dentes em gargalhada escabrosa e um perfume de cravo de defunto impregnou o ar, a roupa, o carro e a vida do coitado.   Em casa, uma cera branca lhe encascando a cara, teve dificuldade de explicar aquele cheiro estranho à sua senhora, bambo das pernas, gaguejando muito: - A loura, foi a loura, tô pra morrer de susto! Sua senhora, tão balofa quanto burrinha, ainda achou no banco do carona um longo fio de cabelo dourado, mas nem desconfiou de nada. Era da defunta! E ela mesmo se encarregou de difundir a história, condenando o seu fiel marido a repeti-la ene vezes, pro sogro, pros vizinhos, como também "para o mundo" no acreditado programa radiofônico de Laurindo Campos, o mais espetacular cronista social da época.


Daqui a pouco virou a assombração oficial da cidade. Dela se contavam as aparições mais inusitadas. Com Marquinhos, o noivo de Suely (a Bunduda), filha de Onofre do Caldinho de Ostra, foi diferente: ele não parou - que não era noivo de transgredir depois da meia noite -mas a loura macabra apareceu no banco de trás. Primeiro o cheiro, depois um fungado choroso no cangote e um tapinha no pé do ouvido, quando foi ver, olhando pelo retrovisor, olhe ela lá brilhando no escuro em espectral brancura, com dois aterrorizantes chumaços de algodão enfiado nas ventas. Quase bate num poste. Não fosse o poder de um "creioemdeuspadre" balbuciado aos atropelos, tinha Marquinhos partido pros quinto com loura e tudo. Foi o que contou à chorosa Suely - que dormira de janela aberta e bundão aflito esperando os seus chamegos - quando voltou lá pras quatro da manhã, sem forças para galgar o parapeito, quanto mais...


Foi então que chegou Fernando Sávio na redação do Folha da Praia com a reportagem pronta. Jornalismo puro, matéria de primeira linha destinada a ocupar capa e página dupla central. Mas cadê a foto? Ilustrar com que? Tem nada não, lá estava Benedito Letrado, artista de muitas performances e  capaz de tudo por uma capa. Ia ser a Loura do Augusto Franco e ninguém faria melhor! E foi, de peruca e algodão nas ventas, fotografado por Fernando Souza num belo trabalho ainda hoje nos arquivos do jornal, para provar que eu não minto.


Depois disso a Loura se esvaiu. Benedito ficou sendo.


Amaral Cavalcante-abril/2008 



Escrito por Grace Melo às 09h04
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