Blog com notícias e artigos sobre o que acontece em Sergipe e no Brasil. Grace Melo é formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Tiradentes. Cursou pós-graduação em marketing na Universidade Federal de Sergipe e é Especialista em Assessoria de Comunicação e Imprensa pela Fanese. Atualmente trabalha como editora do Caderno Correio Correio Imóveis, do Correio de Sergipe e é Colunista Social do jornal Folha da Praia.

Contato: grace.melo@uol.com.br





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Feliz Dia da Mulher

Recebi hoje essa linda mensagem da Heloisa Helena e quero dividir com todos vocês.

Bjos

 

Dia Internacional da Mulher... são muitas histórias para explicar o surgimento da data...das mulheres socialistas nas ruas do leste às lutadoras operárias americanas tecelãs de tecido lilás!

As histórias de agora também são muitas... parecem mesmo aquela que Galeano contava de uma antiga mulher de imensa saia cheia de bolsinhos, em cada um deles papeizinhos que ao serem retirados ressuscitavam esquecidos e mortos e todas as andanças do bicho humano.

Queiramos ou não em cada uma de nós recontamos as muitas histórias de outras mulheres espalhadas pelo mundo... no silêncio da neve ou da solidão, nas dunas do deserto ou do mar, nos sertões ou nas cidades, na imensidão das florestas ou das pedras cortadas pelos rios... Afinal, sorrisos e lágrimas são mesmo iguais em qualquer lugar do mundo!

A nossa Coragem vem lá das negras guerreiras que foram açoitadas, marcadas com ferro em brasa, penduradas em ganchos de ferro que lhes atravessavam as costelas, mas nada foi capaz de impedi-las de lutar a gloriosa – mesmo que nem sempre vitoriosa - luta da liberdade!

A nossa Intuição vem lá das índias – lobas, corujas, águias, ursas, beija-flores... – decifradoras dos mistérios das matas, florestas, caatingas... colhendo as folhas de todos os remédios e seguindo as estrelas com seus filhos pendurados dividindo leite com outros bichinhos!

A nossa Liberdade vem de muitas mulheres... brancas, negras, gordas, magras, novas, antigas, de todas as religiões ou sem nenhuma delas... livres e ousadas para usar o mais vermelho dos batons e sair mundo afora como mestras das artes do encantamento... ou livres e ousadas de cara lavada feito lírios dos campos e ostentando as rugas talhadas pelas dores do tempo!

De nada valerá a inveja entre nós... a vã tentativa de apagar na outra o brilho que gostaríamos de ter. De nada valerá a perseguição implacável às outras... reproduzindo as línguas cínicas, machistas e maldosas que condenam nas mulheres o que nos homens aplaudem.

Somos todas igualmente mulheres andarilhas e lutadoras do povo ou condenadas nas prisões domésticas olhando a vida pelas brechas das suas janelas... Somos todas donas do nosso amor e do nosso corpo ou vendidas com a alma dilacerada e a auto-estima destruída... Somos todas em cada uma de nós... em tristezas, alegrias, amores, segredos dolorosos, fraquezas inconfessáveis...apenas Mulheres... e Grandes Mulheres... untadas nos perfumados óleos de ternura e fúria... ostentando as cicatrizes que as lágrimas deixaram na alma como sinais sagrados das suas lutas... colhendo flores e frutos e semeando Vidas nesta maravilhosa experiência de ser Mulher!

Beijos!

Heloísa Helena



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 11h29
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Ajuda às vítimas das chuvas em Alagoas

Solidariedade

Sensibilizada com a situação das centenas de famílias que ficaram desalojadas por conta das fortes enchentes que tem assolado os Estados de Alagoas e Pernambuco nas últimas semanas, a Norcon, através do projeto ‘Construir Sonhos’, está realizando mais uma campanha, como a ocorrida em Aracaju, de arrecadação de donativos entre seus colaboradores da matriz e filiais da BA, AL e PE, clientes e imobiliárias parceiras. O objetivo é arrecadar materiais de primeira necessidade, a exemplo de roupas, cobertores, travesseiros, colchonetes, material de higiene, fraldas, leite em pó e alimentos não perecíveis. Como se trata de uma campanha extensiva ao público, quem quiser contribuir, basta procurar um dos postos de arrecadação até o dia 16. Em Aracaju, os postos de arrecadação são o Escritório Central da Norcon, localizado no bairro Getúlio Vargas, Espaço Norcon Decide, no bairro Jardins, estandes Norcon-Decide e imobiliárias parceiras: Decide (Jardins) Alcance (em frente ao Shopping Jardins), Valor (Av. Augusto Maynard) e Cohab (Av. Francisco Porto).



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 20h53
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Inquietude, Platão, Deus, coisas...

 

Não me lembro de tanta inquietação em minha vida há muito tempo... Acho que desde o tempo em que tentava obrigar Marcelo a casar que... (ops), brincadeira. Sério agora! Espera, ansiedade, inquietação, dúvidas, questionamentos, necessidade de direcionamento, coisas com as quais não tinha contato há muito, muito tempo mesmo.

A iminência da partida voltou para a gaveta temporariamente; as prioridades perderam a vez e tiveram que voltar para o fim da fila (será?); parte do meu eu que precisou ficar lá quietinho no canto da parede, de castigo, cansou da mediocridade e volta a crescer de forma monstruosa, menos radical, mas forte como nunca. Preciso gritar, mas ainda não recuperei a voz. Quero escrever, mas as palavras antes fortes e carregadas de sinceridade estão enferrujadas e pouco a pouco começam a pedir socorro, a voltar à tona.

Mundo louco esse que a gente vive. Hoje me sinto como um daqueles seres do Mito da caverna de Platão, ainda presa aos grilhões e pensando que tudo sabe até encontrar a verdade verdadeira, o conhecimento. Este, só vem por meio de um caminho longo, complexo. Mas vamos lá, passo à passo, paciência. Fico por aqui com a lembrança de um recente tweet de um tuiteiro qualquer que questionava: “O que você fez da sua vida hoje que realmente fez diferença de forma positiva na vida de alguém”?

 



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 00h40
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Cartas à Paulo Barbosa. Anselmo Góis, do jornal O Globo

Paulo do Bem

Eu já cheguei naquela fase da vida que a gente anda, para cima e para baixo, com o bolso cheio de remédios. É hora então, de preparar o ouvido e o coração para as coisas que o médico vem contar- desagradáveis, quase sempre. É comum nesta fase da vida ser atingido com telefonema, até mesmo de madrugada, trazendo má notícia.

Outro dia, voltando de uma viagem, soube da morte do economista e jornalista Paulo Barbosa de Araújo. Foi uma paulada. Perdi um amigo querido. Poucas pessoas eu conheci - nesta estrada da vida, que já dura 51 anos - tão idealista e generosa como ele. Amava e lutava pelo próximo nos pequenos gestos do dia a dia. Era um intelectual inquieto preocupado com os desencantos do universo - mas muito fixado pela idéia recorrente de tirar Sergipe do atoleiro econômico e social - Paulo era do bem.

Ele foi meu colega na Gazeta de Sergipe no agitados anos sessenta. O jornal era uma universidade de jornalismo impresso em tinta e papel. O "reitor", Orlando Dantas, era um filho da elite que resolveu romper com o atraso. O jornal fazia a terra tremer.

Não tinha rabo preso. Travava todo dia uma batalha campal contra a roubalheira no setor público. Esbanjava jornalismo.

Debaixo dessa liderança se forjou uma redação de peso. Dela fazia parte, entre outros, Ivan Valença, Paulo Barbosa, José Rosa de Oliveira Neto, Macepa (António Lopes), José Carlos Monteiro, Nino Porto e Chato (Carlos Alberto de Jesus). Chato morreu cedo. Era uma espécie de Cazuza do Jornalismo. Espírito rebelde, tinha uma inteligência fulgurante - capaz de fazer bonito numa redação do Rio e de São Paulo.

O comando da tropa estava com Ivan Valença. Era de todos nós o jornalista mais completo. Acho mesmo que ele foi o principal responsável pela modernização da imprensa sergipana. Antes dele os jornais locais eram meio panfletários.

Atento à revolução gráfica que vinha ocorrendo no Jornal do Brasil Ivan valorizou na Gazeta o texto claro, limpo, bem apurado e bem escrito. Ele me deu régua e compasso. Com ele aprendi os primeiros macetes da profissão.

Outro professor foi o Zé Rosa. Ele tinha no meu tempo uma presença bissexta na redação. Mas foi o meu guru. Em minha juvenil soberba ameaçava ler a obra completa de Karl Marx e Engels. Coube a Zé Rosa aplicar um choque de humildade. Antes de voar alto eu tinha de conhecer os livros de nativos como Graciliano Ramos ou Amando Fontes. Outra feita fez com que eu recusasse um emprego de assessor da  Galeria Álvaro Santos - sem sair da Gazeta. "Jornalismo não pode ter bico no governo", sentenciou em 1966 - numa época em que este tipo de promiscuidade era aceita até nos grandes jornais nacionais.

Já Paulo Barbosa tinha um faro profissional privilegiado. Quando o homem pisou pela primeira vez no chão fino e poroso da lua, foi dele a idéia de me mandar para a periferia da cidade para repercutir, aquela odisséia no espaço, com o povo simples e inculto. Na Aracaju de 1969, ninguém acreditava. Aquilo era visto como uma coisa de satã. Uma blasfêmia que poderia apressar o fim do mundo. Aposto que uma idéia dessa num jornal como o A Folha de São Paulo, por exemplo, seria capaz de arrebanhar prêmios.

P.S. Um beijo pesaroso para Osa Araújo, Paulo Mário e George Marcelo.

Ancelmo Gois Jornalista



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 13h48
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Carta de Luiz Eduardo Costa ao amigo Paulo Barbosa

Para Paulo, um Réquiem e uma Ode à alegria.

Vivemos, e, se não bastasse o tempo que vai marcando a contagem regressiva até o dia do encontro inevitável com aquela inexorável e ceifadeira senhora, morremos também, quando pessoas a quem amamos se vão indo, e, certamente, levam pedaços do que somos, parcela daquilo que o ser humano não consegue construir sozinho, porque é o resultado dos sentimentos compartilhados: alegria, tristeza, esperança, coragem, decepção, solidariedade. Esses fiapos da existência, que a amizade, a convivência, ajudam a juntar.

Assim, o ser humano não é o eu isolado, sozinho, mas, certamente, o resultado somado daqueles fiapos recolhidos. Há pessoas que passam pela vida tendo a extraordinária capacidade de distribuir esses pedaços, que se vão juntar a outras pessoas. Por isso, quando partem, se tornam mais pranteadas, tornam a sua ausência mais sentida.

Paulo Barbosa de Araújo foi uma dessas pessoas, e os pedaços de coragem, de esperança, de dignidade, de solidariedade, que ele deixou em cada amigo, ainda mais forte na sua mulher Osa, nos seus filhos Paulo Mário e George, tornam a sua passagem pela vida, a faina incansável de um semeador.

Houve um golpe em Botswana, no Malavi, na Croácia, na Bósnia?

Paulo ficava a preocupar-se.  Estariam respeitando os direito humanos? Seriam repressores os novos donos do poder?

A distância dos fatos não lhe diminuía a preocupação, aquele sentimento solidário de um humanista que se comovia e se indignava com a injustiça e a dor, onde elas estivessem. As suas fronteiras eram globalizantes para o humanismo e também, rigorosamente restritas, no seu nacionalismo de brasileiro, que sonhou, desde a década cinquenta, um país construído com a dignade da soberania e solidariedade  indispensável da justiça social. Sofreu por isso, continuava sofrendo agora, diante do festim de crápulas em que se vai transformando a vida pública brasileira.

Um dos pedaços que Paulo Barbosa de Araújo deixou engastados hoje naqueles que o conheceram, foi, sobretudo, a sua crença em um mundo melhor, por isso, foi solidário, por isso, lutou, como jornalista, como professor, como economista, como servidor público, como ser humano, que, em meio a todas as decepções, dificuldades, nunca perdeu a grande alegria de viver.

Quase no fim, plantava árvores, terminava de escrever um livro.

Para Paulo, não basta um réquiem, cantemos, também, a Ode a Alegria, aquele final feérico da Nona de Beethoven que é esperança, força, jubilo, reafirmação da vida.

 

Luiz Eduardo Costa - Jornalista

(Publicado no Jornal da Cidade em 16/01/2000 e no livro Petróleo: Porque Sabotado?)



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 22h27
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Projeto Tamar em Sergipe

Taí um excelente programa para quem é fã do projeto Tamar, para quem é fã de Sergipe! Muito bom!



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 10h36
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B-A-B-O-S-E-I-R-A D-E P-U-X-A-S-A-C-O

Bom, eu não sei como é que eu ainda perco meu precioso tempo respondendo baboseiras, já que tenho muito o que fazer, mas vou responder o comentário do leitor TUBARãO (claro que ele não se identifica porque a beateira que escreveu foi tão grande que nem poderia se queimar colocando o nome certo). Querido leitor, neste video abaixo, você está vendo alguém crucificar os governadores? Você viu alguma critica neste vídeo??? Se você viu, me mostre onde foi, soletre, porque eu não vi. Aliás, fui eu quem fiz o vídeo e, assim como os governadores, eu e minha família (como todos os bons mortais merecem) estávamos na croa tomando sol e uma cervejinha também. E eu, com a filmadora ligada, iria perder uma oportunidade dessa? Vai tomar um banho Tubarão, em vez de ficar postando baboseira no blog alheio. Tem gente que no afã de puxar o saco dos políticos com unhas e dentes consegue deturpar o indeturpável. Ninguém merece! Desanimado



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 14h11
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O vídeo mais mais

Advinhem qual é o video de Marcelo Déda mais assitido do Youtube com mais de 6.000 acessos? E o lhe que o segundo-lugar (vídeo da posse) tem apenas 1178 exibições. 



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 11h14
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Amaral fala da importância de Carmelita Fontes



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 11h10
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No mesmo nível

Interessante as manchetes dos jornais de hoje.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 14h52
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Grace Melo Social

Caríssimos amigos,

 

Gostaria de informar a todos que desde o último mês de outubro estou à frente da coluna Social do Jornal Folha da Praia. Para quem não conhece, o alternativo circula mensalmente, está prestes a completar 30 anos de circulação e tem como editor ninguém menos que o poeta Amaral Cavalcante, que atualmente concorre a uma vaga na Academia Sergipana de Letras (e vai ganhar, sem nenhuma dúvida). Dentre os muitos colaboradores de renome, estão Marcelo Déda, Silvio Santos, Paulo Lobo, Antônio Passos, Luciano Correa, Dílson Ramos, Gilson Sousa, Sales Neto, o próprio Amaral, além da reunião dos melhores tópicos de blogs do Estado. Todos contribuem para a publicação ímpar, de leitura indispensável e distribuição gratuita em pontos estratégicos da capital. O jornal de novembro está imperdivel e deverá estar circulando nos próximos dias com a segunda edição do “Grace Melo – Social”. Peço que me enviem notinhas, releases, fofocas, fotos e sugestões para publicação. Meu e-mail continua sendo o grace.melo@uol.com.br e meu twitter: @jornalistagrace

Quem tiver interesse em anunciar na minha página entre em contato com Amaral através do e-mail: folha.da.praia@terra.com.br

 

Mais uma vez agradeço a atenção, o apoio e a colaboração de todos. Não percam a próxima edição!

 

Grande abraço,

 

Grace Melo – Jornalista Profisisonal



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 00h12
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O mico de José Andrade

O mico de José Andrade

 

 

Hoje me pautei para fazer uma matéria sobre o passeio da PM na Bélgica. A historia que vou contar aqui é baseada em fatos reais e está sendo divulgada mais pela situação cômica do que por maldade. Quem me conhece sabe que jamais faria isso, mas a coisa foi tão trágica que ficou cômica. Andrade, perdão, mas eu não podia deixar de contar essa para os leitores do blog.

 

Cláudio Nunes provou hoje em sua coluna que o tal torneio de futebol na Bélgica, era coisa sem nenhuma importância e serviu mais como uma viagem de turismo do que um campeonato em si. Pois bem. Ligo para o assessor do Banese, José Andrade, e peço informações sobre o tal patrocínio do Banese Card ao time da PM etc. Ele pediu que eu ligasse à tarde. À tarde então eu liguei, a telefonista me transferiu e José Andrade atendeu.

 

-Alô...

-Oi, é Grace, do Correio de Sergipe...

-Ah, eu já falei com ele (Saumíneo, presidente do Banese), ele não quer falar sobre o assunto, a repercussão vai ser negativa. Faça o seguinte, diga a ela (eu, no caso) que eu estou em uma reunião no auditório e com o telefone celular desligado... Mande ligar mais tarde...

-(...)

-(...)

-Sim Andrade, mas aqui quem está falando É a própria Grace. Você quer que eu coloque na matéria que você mandou sua secretária dizer que você estava em reunião para não me atender? kKKkKKkkKKkKK

-ôoo, sim...errrr, hum... pois é né...

-kkkKkkkkkkkKkkkKkkkKKkKkk



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 21h53
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Um fardão para Amaral Cavalcante

Por Dilson Ramos

A notícia passou por mim e deixou dúvidas a serem resolvidas. Liguei para o meu editor, o poeta Amaral Cavalcante, para tirar o assunto a limpo.

- Vai mesmo concorrer a uma vaga na Academia Sergipana de Letras? Soube disso e confesso que fiquei surpreso, indaguei ao telefone. O beat Amaral confirmou: um grupo de amigos, intelectuais dos quatro cantos desta cidade, decidiu que era a hora é a vez do editor do Folha da Praia vestir o fardão.

Amaral, que sempre abre as páginas da democrática Folha da Praia para as novas gerações, merece tamanha honraria. Aliás, sua presença fará bem à Academia Sergipana de Letras.

A vetusta associação de escritores precisa de um poeta da estirpe do velho beat, carece da literatura renovada e escorreita que ele nos concebe em noites ínsones e regadas a vinho francês, precisa dos contos que não escamoteiam quando falam de uma Simão Dias às vezes lúgubre, às vezes cheia de vida. É um bafejo de renovação que deixará dona Thétis Nunes (a quem pertencia a cadeira) satisfeita onde estiver.

Essa candidatura não é de Amaral. Não lhe pertence mais. É um aposta que seus amigos, seus entusiasmados leitores e colaboradores do Folha da Praia fazem por uma Academia renovada. O fardão cai bem em Amaral. Será uma homenagem a um intelectual que tem nas mãos o polvilho da produção cultural.´

Para quem ainda não leu a prosa rica e simples, delicada e cheia de particularidades do poeta, roubo dois parágrafos do conto "À luz dos candeeiros", publicado no site do jornal Cimform, onde Amaral é colaborador assíduo e irregular (como é este blogueiro aqui).

"Doutor Celso vai trazer luz de Paulo Afonso! Que nada, era promessa de coronel. Tanta luz pra quê? Perturbar o xiriri das cigarras, quando de tardinha anunciavam chuva nas palmeiras da praça? Desesconder segredos nos oitões, apagar estrelas? Carecia não. Um velho motor zuadento bufava, de vez em quando, na praça do Hospital, e sua inconveniência, arrancando das tripas coração, acendia, aqui ali, um fifó elétrico nos postes.

Era o que bastava. De noite, Simão Dias acendia suas Pletomax, nas casas vetustas, ou era mesmo no candeeiro ? doce bolota de luz alumiando as calçadas ? que a cidade se via. Noites gostosas de escuridão e frio. Terá sido daí, do querosene inalado, do penumbrento lusco-fusco que nos aguçava o tino, que nos tornamos únicos? Ou foi a elegância dos capotes, as lanternas de pilha recortando as ruas ? cada indivíduo um farol de holandesas mesuras ?, o boa-noite indistinto nos contrafortes dos becos, respeitoso, desconfiado? Algo noturno fez da minha cidade uma aldeia do mundo, eis que somos assim, simãodienses".


Escrito por Cajueiros e Papagaios às 18h52
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CATARSE

Estou enjoada. Imagino que ainda existe meia-duzia de queridos leitores fiéis (Amaral, sei que você é um deles) que abrem esta página em busca de algo novo sem jamais encontrar. Está lá, a tal carta à senhora Grace. Queria responder à altura o senhor da carta abaixo, adoro escrever quando estou indignada, a escrita flui, a coisa anda, sempre gosto do resultado. Tenho as respostas na ponta da língua, mas estou sem fôlego. É como se tivesse nadado, nadado e nadado sem sair do lugar. Às vésperas de chegar à praia me afoguei. Quero escrever sobre uma coisa, mas vou esperar Saulo voltar de Santa Catarina se não, estrago a surpresa. Não quero pensar em saúde, segurança, Marcelo Déda, João Alves, José Sarney, Aloísio Mercadante, Heloisa Helena... Não quero ver a cara de Fátima Bernardes, nem a de Ana Paula Padrão essa semana. Estou aqui a zapear de canal em canal em busca de alguma paisagem Tahitiana com ondas perfeitas e céu azul. Essa semana sou como uma ferramenta em desuso. Muito pode fazer, mas está encostada em algum canto empoeirado. Semana que vem retorno, quando algum acontecimento feliz ou infeliz me tirar dessa catarse.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 17h47
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Carta aberta para Grace

Cara senhora,

Confesso que não compreendi essa sua indignação do voto dado pelo Dr. Carlos Ayres Brito (como se fosse o único) pela não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão. Até mesmo porque, a função do juiz não é satisfazer grupo A ou o Grupo B, e sim julgar determinadas questões. Talvez o maior equívoco tenha sido o da senhora mesma, quando na faculdade assinara uma folha demonstrando o desejo de ver um sergipano (por isso não suporto bairrismo) no STF e com isso achava que poria alguém que "defenderia os seus interesses". Juizes não defendem, julgam, e julgam de acordo com sua interpretação da lei e de sua consciência. Se a senhora ficou decepcionada com o Dr. Carlos ficará também com 100% dos juízes, pois certamente em algum momento eles darão um voto contrario do qual a senhora concordará ou discordará. Isso é óbvio, inevitável.

Quanto propriamente à questão do diploma não ser obrigatório para escrever ou até mesmo fundar um jornal, me trouxe outras lembranças que até o momento eu não li e nem vi nenhum jornalista fazer qualquer observação, que é a seguinte: Fernando Moraes, Ruy Castro, Pedro Bial (só para ficar nesses e aqui no Brasil, mas o fenômeno é mundial) todos jornalistas, no entanto escrevem livros sobre biografias históricas sem nenhuma formação em história. O Fernando Moraes já foi muito criticado por não ter metodologia, do qual ele respondeu: "Lá em casa está tudo bem resolvido, a minha mulher é que é historiadora eu sou jornalista". Ele está certo. Explique-me, por que um jornalista pode dar uma de historiador, mas um historiador não pode dar uma de jornalista? A senhora, por exemplo, pode dirigir um filme ou uma peça de teatro sem ser formada em cinema ou dramaturgia ou ainda fazer música sem formação. O Dr. Draúzio Varela é um excelente cirurgião, e no entanto demonstrou um ótimo escritor com "Carandiru". A profissão de jornalista é importante, sim. Mas, não é especial. Eu compreendo até a preocupação da classe em se sentir ameaçada por outros "profissionais", entretanto há profissionais bons e ruins em qualquer classe. Mas o competente quando percebe que a concorrência vai aumentar ele se prepara mais.

Não sei, talvez o jornalista sergipano, nem todos, é claro, pense que liberdade de expressão seja uma locução qualquer de uso exclusivo dos jornalistas, mas a senhora como esta fazendo o curso de letras português/inglês certamente vai perceber que a linguagem não tem dono ela é de todo nós.

Atenciosamente,

João Ulisses de Melo Filho

P.S.: Sugiro que a senhora abandone a esperança em Heloisa Helena, ora, uma parlamentar que agride seus colegas em plenário (agora em Maceió) não merece confiança (certamente como jornalista e bem informada que a senhora é, já deve saber disso).



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 16h31
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