Blog com notícias e artigos sobre o que acontece em Sergipe e no Brasil. Atualizado pela jornalista Grace Melo. Formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Tiradentes, cursou pós-graduação em marketing na Universidade Federal de Sergipe, é Especialista em Assessoria de Comunicação e Imprensa pela Fanese e atualmente é estudante do curso de licenciatura em Letras Português - Inglês.

Contato: grace.melo@uol.com.br



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Meu diploma não vai pelos 'Ayres'



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 16h51
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GRIPE SUINA EM SERGIPE

Hoje pela manhã o secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho, falou um pouco sobre os casos de gripe suína confirmados em Sergipe:

“A gripe suína não é nada além de uma gripe. Está comprovado que ela é de baixa letalidade. Os casos que evoluíram para óbito eram de pessoas que, se tivessem uma gripe comum ela poderia ter uma evolução, um desfecho ruim. Foram casos de pessoas muito doentes, de pessoas com várias patologias, casos em que a gripe (H1N1) foi só um complicador. Aqui em Sergipe nós temos quatro casos confirmados e em tratamento, mas está tudo sob controle”.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 22h54
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Assembléia



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 14h37
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PROTESTO DOS JORNALISTAS

Podemos dizer que foi de grande proveito a manifestação dos jornalistas ontem na assembléia legislativa. Um grande numero de profissionais e estudantes marcaram presença e conseguiram chamar a atenção não só dos deputados estaduais, mas de outras autoridades que estavam presentes para premiar um ministro com o título de cidadão sergipano. Os profissionais conseguiram se fazer ouvir e muito provavelmente medidas deverão ser adotadas para reverter esta situação de precariedade. Uma manifestação que me chamou bastante atenção e que quero parabenizar foi do Portal Infonet que pediu a compreensão de seus leitores por não publicar notícias por uma hora: das 15h às 16h de ontem, 22. Os jornalistas do veículo foram participar do protesto e conseguiram seu intuito que foi o de “chamar atenção da sociedade para os prejuízos que esta mudança poderá trazer, a exemplo de falta de compromisso e responsabilidade com a informação divulgada” (Infonet). A presença de cada estudante, de cada profissional ali presente foi de extrema importância para que, quem sabe, nossa profissão possa manter o rumo, para que seja exercida por profissionais comprometidos com a ética e com a qualidade no que se divulga e de que forma se divulga.  



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 14h23
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GINASTAS SERGIPANAS PARTICIPAM DE CAMPEONATO NA BULGÁRIA

A equipe de Ginástica Rítmica do Instituto Dom Fernando Gomes representará Sergipe no Campeonato Internacional de Ginástica Rítmica que acontecerá no período de 30 de junho a 04 de julho, na Bulgária.  Seis ginastas disputarão títulos nas categorias: pré-infantil, infantil e juvenil individual corda, mão livre, bola e arco. No pré-infantil: Bruna Santos e Allana Thaís, infantil: Jéssica Oliveira e Larissa Hellen e juvenil: Simara Santos e Juliana Santos. O grupo tem como patrocinador oficial a empresa Bomfim que, segundo a técnica Mônica Fontes, foi imprescindível para a participação da no evento. “Graças a Bomfim e o apoio da secretaria de Estado de Esporte e Lazer, iremos realizar o sonho dessas meninas”, enfatizou a professora.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 14h00
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REPERCUSSÃO

O artigo “Carta a Heloisa Helena” repercutiu bastante. Recebi inúmeros e-mails de pessoas (jornalistas ou não) indignados com o ocorrido. Vou postar aqui alguns ocultando apenas os nomes dos destinatários.

 

“Se fosse no meu tempo, os estudantes de comunicação estariam explodindo  coisas”.

 

“Oi, Grace! Boa tarde,
Estou tb arrasada com essa decisão do STF, e ao ler essa carta realmente você escreveu (e muito bem diga-se de passagem) tudo que estou sentindo em relação a minha profissão. É muito triste, e nós que estudamos juntas e vimos o quanto de dificuldades nós passamos ao longo do curso, seja para nos formar, pagar com todo o suor uma faculdade (lembro que ainda tranquei um ano para retornar as minhas atividades, com o sonho de me formar e ser alguém na vida), enfrentar ônibus lotado, professores, trabalhos, etc, para depois tudo acabar desse jeito. Estou decepcionada...é uma vergonha isso ter acontecido e estarmos passando por isso.
Um abraço e boa sorte colega,”

 

“Acho que o pior momento foi quando Gilmar Mendes disse que o jornalismo se assemelha a culinária...terrivel. Com essa frase ele jogou fora a formação necessária ao trato com a infomação e o código ético que rege a profissão. Confunde-se liberdade de expressão com liberade de imprensa. Retorna-se ao conceito inadequado de "dom". Como se pra ser jornalista apenas precisasse nascer com uma dádiva. Coisa de velho mesmo. Parece coisa de vó.Por fim, enfraqueceu uma classe diluindo-a em um caldo repleto de diletantes que se dizem jornalistas e colunistas de fim de semana. Logo logo, Bruna surfistinha vai escrever em alguma coluna de política”.

 

“Fantástico, Grace!
Fiquei muito emocionada com tudo o que foi escrito aqui e faço das minhas as suas palavras. Era tudo o que eu queria dizer e não conseguia encontrar a melhor forma. Obrigada!”

 

 

“Gosto muito de suas posições e admiro o seu talento na escrita, entretanto, acho apressada essa fé que você deposita na Heloísa Helena, os seres humanos são muito parecidos, nem santos, nem demônios, e qualquer avanço civilizatória, se houver, será decorrência da luta e da consciência da sociedade, inclusive a melhoria do padrão dos nossos representantes na política. Lamento repetir um senso-comum, os nossos políticos são a fotografia do nível da consciência política da Sociedade, nem mais, nem menos. Não existem "Messias". Sobre a dispensa de diplomas pelo argumento de que o exercício da profissão de jornalista não necessita de conhecimentos técnicos, o mesmo argumento se aplica ao exercício da advocacia, para ficar próximos aos Ministros, contudo, além do diploma para se exercer a profissão, a corporação submete os pretendentes a um auto-consentimento através da entidade de classe, a OAB, ou seja, mesmo com diploma, a profissão só será exercida com o consentimento da categoria. Além dessas prerrogativas, a Constituição reservou para os advogados a exclusividade na ocupação de vários cargos e funções públicas, uma reserva de mercado abusiva e injustificada, más é fato”.

 

“Olá Grace!

Sempre que posso acompanho seu trabalho. É com as lágrimas escorrendo pela face que te agradeço por tão sincero e profundo desabafo. Também tenho na Heloísa Helena a única imagem de 'político honesto' e compartilho contigo a idéia de que sua máscara caia agora (já que a alma está sangrando, que seja dada outra punhalada). Entrei na universidade em agosto de 2005. Minha turma forma-se agora, eu, por razões diversas ainda terei 2 semestres para cursar. Mas será que ainda vale a pena? Por uma questão ética e pela paixão pelo jornalismo sim. No entanto torna-se mais viável trocar a caneta e o teclado por uma colher de pau. Um grande abraço e boa sorte”.

 

“Senhora Grace Melo, Faço minhas suas palavras, peço-lhe licença, a priori, por ter lançado sua carta em meu blog. Estou há vários anos na Bahia, sou filho de Lagarto. Gostei do seu desabafo,

parabéns”!

 

“Não é só você que esta decepcionada.... O jornalismo brasileiro está decepcionado. O ministro Gilmar Mendes ainda teve o desplante de comparar o jornalista com um cozinheiro (é só ter aptidão que sabe fazer). É muito desrespeito a uma profissão, aos milhares de jornalistas que se sacrificaram num banco de escola para ser alguém, para ter um diploma, para se capacitar, para dominar a técnica, para conhecer a linguagem jornalística nas suas entranhas e, no final, ser chamado de cozinheiro (com todo respeito ao cozinheiro, mas não estudei para temperar comidas). Enfim, amiga, este é o país que temos, é a justiça que temos, é, também, a imprensa que tempos, pois somos também culpados ao não nos mobilizarmos, ao não criarmos um fato político, ao assistirmos tudo de camarote sentados em frente a um computador escrevendo o que "eles" ditam. 
Um abraço”,

 

“Parabéns Grace, pelo artigo. Concordo em gênero, número, e grau”.

 

“Querida Grace, sua indignação é a mesma de tantos outros corajosos que  lutaram na vida para ter ao menos um diploma, ainda mais no caso em  tela. Lembro-me que tive de trancar meio período na então Faculdade  Tirandentes (única que tinha o curso à época) para conseguir vender anúncios do Folha da Praia e pagar o ensino no período seguinte. Era assim e assim eu venci, lutando sofrendo, exigindo que não apenas a  vocação fosse levada em conta mas, sobretudo, a formação acadêmica. Quantos profissionais hoje estarão ameaçados?? Quantos órgãos de imprensa irão fechar as portas para os diplomados simplesmente porque poderão contratar qualquer escriba na próxima esquina?? Lamentável sob  todos os aspectos esta decisão e, como bem disse, com a colaboração do nosso não menos letrado e jurista Ayres de Brito. Valeu Grace por sua  carta, seu desabafo. Abraços e não leve em conta”.

 

“Grace, você arrasou em sua carta!!! Também sinto o mesmo!!! Isso é uma loucura bem a altura do nosso país! Que Deus nos proteja”! 

 

“Grace divido com vc este mesmo sentimento. na verdade, sinto-me hoje humilhada. minha mãe não tem mais palavras para consolar minhas lágrimas... sugiro que você anexe a este e-mail nomes de outros colegas jornalistas e este texto possa ser enviado ao 'ministro' carlos britto. vai o meu nome no topo da lista caso você aprove a idéia”:

 

“Grace
A sua carta é simplesmente espetacular! Expressa o sentimento de frustração que acomete a todos”!

 

“Lí com bastante atenção a sua "missiva" endereçada à Heloisa Helena e sinceramente concordo com tudo que você tão bem expressou na mesma. Infelizmente com o decorrer do tempo (já estou com 64) vamos nos acostumando às punhaladas desferidas por quem nunca esperamos que as desfiram. São simplesmente estarrecedoras as explicações dos nossos "ilustres" Ministros para justificarem os seus votos no sentido de extinguirem uma carreira tão bonita e importante como a de JORNALISTA. Vamos em frente, não vamos esmorecer e pelo amor de Deus:nunca diga "era" jornalista. Orgulhe-se de sua formatura e siga em frente, pois, precisamos muito dos seus escritos. Um cordial abraço”

 

“Olha, não tenho tempo agora para enviar uma resposta a altura dessa carta. Vou ao médico, depois tenho um material da vereadora para fazer e, mais tarde, é a festinha de São João da minha afilhada. Você, como Jornalista, sabe muito bem como era a nossa vida com a obrigatoriedade do diploma, imagine agora sem... Eu só queria, mesmo sem tempo, que você soubesse que faço minhas as suas palavras. Amei a carta. Desde ontem venho conversando com nossos colegas jornalistas, tentando demonstrar o vazio, mesmo sem tempo pra isso... Quem tem tempo pra vazio no peito? Mas, você conseguiu. Parabéns. É isso, mocinha. Tanto que estudei, tanto que me empenhei para fazer um trabalho diferente... Tanto que pesquisei autores, comunicólogos, métodos de comunicação, WEB 2.0, entre outros, para alguém virar e dizer que Jornalismo é meramente vocação, com necessidade apenas de um curso básico. Foi uma punhalada quase letal ouvir isso”.

 

“Grace, muito bom o seu artigo. Dele, extraio sobretudo a decepção com Carlinhos. Ele foi longe demais”.

 

“Grace, Parabéns pelo excelente texto. Infelizmente (ou não) eu não tenho ilusões com Heloísa Helena ou qualquer de seus pares. Porém, de uma coisa estou certo: a melhor saída para o Brasil - ou para os brasileiros - não é o aeroporto. Vamos em frente”.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 09h14
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MATÉRIA HISTÓRICA



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 23h58
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MANIFESTAÇÃO DOS JORNALISTAS NA ASSEMBLÉIA

Caros jornalistas,

 

Estudamos, ralamos muito, já tivemos o menor piso salarial do Brasil, estudamos mais e cumprimos um código de ética, cumprimos as leis que regulamentam nossa profissão. Nos preocupamos com o próximo, vivemos diariamente as mazelas do povo, lutamos por uma sociedade mais justa e igualitária. Somos guerreiros, somos profissionais e precisamos mostrar a nossa decepção e indignação com a decisão do supremo. Na última quinta-feira, durante sessão na Assembléia Legislativa de Sergipe os deputados presentes se disseram contrários a este retrocesso, alguns deles estavam boquiabertos com a decisão. Como aquele foi um dia morno por lá (poucos parlamentares presentes e poucos profissionais de imprensa) o deputado Garibalde sugeriu que aconteça na sessão da próxima segunda-feira uma discussão, um debate entre os parlamentares a respeito do assunto. Semana que vem é a última de trabalho dos parlamentares nesse semestre e precisamos nos fazer presentes. Todos os jornalistas que acabam de ‘perder’ sua profissão estão convidados a comparecer à assembléia legislativa na próxima segunda-feira às 15:00 vestidos de preto e portando nas mãos o símbolo da nossa indignação com a morte do jornalismo no Brasil: uma colher de pau. Ainda existe chance de reverter esta situação, basta que estejamos de braços dados. vejam:

 

HÉLIO COSTA: PROJETO DE LEI EM PROL DO DIPLOMA.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, lamentou nesta quinta-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal (STJ) de acabar com da obrigatoriedade do diploma para a profissão de jornalista. Ele defendeu que o Congresso Nacional elabore um projeto de lei contemplando a exigência da formação acadêmica para o exercício da atividade. “O que acontece é que quando há dúvidas essas questões vão parar no Supremo (Tribunal Federal), que decide em cima do histórico jurídico da matéria que é apresentada” afirmou o ministro. Para ele o Congresso deveria discutir essa questão e encontrar um caminho para oficializar a importância do diploma. “Acho que um deputado ou um senador poderia enviar um projeto de lei para ser apreciado pelo Congresso” afirmou.



O QUE: PROTESTO DOS JORNALISTAS CONTRA A DECISÃO DO STJ QUE ACABOU COM A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA PARA EXERCER A PROFISSÃO

QUANDO: SEGUNDA-FEIRA, ÀS 15:00 HORAS

ONDE: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SERGIPE

 

Repasse esta informação para todos os jornalistas que atuam em Sergipe e para todos os estudantes de jornalismo. Vamos fazer ouvir a nossa indignação.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 22h36
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Arrancaram-nos a pena, foi quebrado o teclado.

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

 

Trecho da poesia “No caminho com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa, que traduz muito bem a atual situação vivia pelos jornalistas brasileiros.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 15h46
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CARTA ABERTA A HELOISA HELENA

CARTA A HELOISA HELENA:

AYRES BRITO E A PUNHALADA NO JORNALISMO BRASILEIRO

 

Por Grace Melo*

 

Aracaju, 17 de junho de 2009

 

Querida Heloisa Helena,

 

Eu, assim como outros milhões e milhões de brasileiros, sou sua grande fã. Este fato se tornou para mim um grande problema, pois estou ficando velha, e um dos principais sintomas, um efeito colateral, uma das marcas do tempo em mim é a impaciência; não tenho muito a perder com lenga-lenga e churumela, ainda mais alimentando sonhos que nunca se concretizam e que ‘quando se’, terminam em grande desapontamento.

 

Escrevo para lhe dizer que o objetivo real desta modesta carta é pedir à senhora que me decepcione logo. Pare de tanta enrolação. Não agüento mais olhar para você como símbolo maior de uma pátria que um dia poderia vir a ser, com políticos da sua estirpe no poder, verdadeiramente uma mãe gentil. Quando penso em político honesto, ou em gestor público comprometido verdadeiramente com o povo e suas necessidades, visualizo única e exclusivamente o seu semblante, lembro de toda força que existe em você, às vezes discretamente escondida sob seu sorriso terno. Uma mulher doce e angelical e uma onça pintada; duas em uma, utilizadas distintamente, cada qual na ocasião certa. Vamos Heloisa! Estou cansada dessa tal de esperança. Essa palavrinha que vai de encontro ao ‘medo’ em campanhas de certos políticos ex-amigos seus, só se mantém acesa em mim quando penso em você sentada na mais confortável das cadeiras do Palácio do Planalto

 

Veja Heloísa, decepcionar-se com quem está no poder é coisa comum. Por exemplo: aqui em Sergipe tinha um político que, assim como você, alimentava a esperança de que essa terra tão pequena chamada Sergipe poderia ser o Estado brasileiro perfeitamente administrado, um modelo a ser seguido por todo o país. Uma terra comandada por uma triarquia infalível, montada em corcéis negros, espada em punho galopando contra o mal, a opressão, a corrupção, a fome, a miséria, a insalubridade, contra a indignidade, contra o medo que trucida diariamente a vida do povo brasileiro. O triunvirato está prestes a se desfazer e hoje, por aqui, pouca coisa mudou para melhor. Uma crise de imagem assola o gestor perfeito que anda tirando o poder de seus melhores amigos; a opinião pública dá mostras de que a impaciência anda vencendo a esperança. Isso acontece quando se promete muito, cria-se muita expectativa, sobe-se muito alto. Decepção, insatisfação e queda idem.

 

Mas o pior nem foi isso Heloisa, pois essa decepção aí se deu aos poucos, ao longo de dois anos e meio. O pior foi que um outro sergipano, de caráter, conduta e moral ilibadas, um super homem de verdade, impoluto, intemerato, íntegro, ilibado, honrado, símbolo da justiça na acepção da palavra, me decepcionou profundamente, mas tão profundamente, como jamais pensei que pudesse me decepcionar deste modo com um homem público. Quem um dia poderá escrever que ‘Um Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) destroçou a minha esperança no próximo’? Jamais alguém pensa em escrever algo desse tipo, utilizar essas palavras. Mas hoje Heloisa, o senhor Carlos Ayres Britto, por quem mantinha uma profunda admiração (comparável apenas com a admiração que ainda tenho por você), votou a favor da morte do jornalismo brasileiro. Estudou, julgou, condenou e enforcou a profissão mãe da liberdade nos Estados democráticos de direito deste planeta. Agora Heloisa, graças também a Carlos Britto, que não é parlamentar, mas que eu tinha como meu representante no STF, foi batido o martelo para que qualquer cidadão possa auto intitular-se jornalista. Para Britto, ser jornalista é questão de vocação. Graças a sua opinião, qualquer um poderá criar um jornal, escrever ‘matérias’, reportagens, entrevistar, assessorar, ser jornalista . Diploma para quê? Como ele mesmo disse “o jornalismo é uma atividade que se disponibiliza sempre para os vocacionados [?], os que tem pendor individual para a escrita [?], a informação, os que tem o olho clínico [?]”.

 

Quando li essas palavras lembrei que meu pai ainda pagava os mais de 400 reais de mensalidade do meu curso na Universidade Tiradentes quando o então coordenador de jornalismo, professor Alan Barreto, saiu de sala em sala colhendo assinaturas para que o advogado sergipano Carlos Ayres Britto fosse nomeado Ministro do Supremo. Assinei com orgulho e, lógico, nenhuma esperança (olha a maldita da palavra aqui de novo). Imagine a minha felicidade de ver este homem assumindo o cargo? Imagine o tamanho da minha decepção com este senhor que afirma por entrelinhas que eu Grace Melo, que passei quatro anos sentada numa cadeira de universidade, além das pós-graduações, tenho a mesma capacidade de um cidadão que não cursou sequer o ensino médio para escrever uma matéria jornalística?

 

Hoje Heloisa Helena, me sinto completamente desqualificada, sinto como se tivesse jogado mais de cinco anos de vida no lixo, sinto que perdi o meu tempo, o da minha família, perdi muito dinheiro, muitos neurônios estudando para ver um dia meia-duzia de Brittos da vida jogarem a minha profissão por um  ralo nefasto e fétido deste país que só congratula a corrupção, só premia escrotos, auxilia e dá poder, dinheiro, fama, brilho e sucesso a quem se submete a um sistema putrefato de troca de favores.

 

Hoje escrevo aqui não mais como jornalista. Expresso nesta carta não a opinião de uma profissional, mas de uma cidadã desesperançada que trabalha quatro meses do ano apenas para pagar impostos que sustentam as muitas baixarias que colegas meus denunciam diariamente em veículos de comunicação sérios e comprometidos com o jornalismo verdade, o jornalismo cidadão, assim como ele deveria ser. Eu Heloisa, que há tempos andava amuada, decepcionada e sem vontade nenhuma de escrever, eu, que agora sou apenas mais uma dona de casa com um pedaço de papel intitulado de diploma sem nenhum valor apregoado na parede, tive a certeza de que um dia irei me decepcionar com você também. É por isso que hoje lhe escrevo e peço encarecidamente: por favor, abrevie meu sofrimento Heloisa Helena, me decepcione o mais rápido possível. É só o que falta para que eu e meu marido coloquemos nossos filhos debaixo do braço para tentar cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos.

 

*Grace Melo era jornalista profissional. Atualmente é dona de casa, mãe de dois filhos e cursa Letras Português - Inglês para um dia ter um diploma de verdade e ser alguém na vida.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 14h31
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MORREU HOJE O JORNALISMO BRASILEIRO

RETROCESSO

Por 8 votos a 1, ministros derrubam diploma e fazem a festa do patronato

 

Depois de meses de apreensão, os jornalistas brasileiros, na tarde desta quarta-feira, 17/06, tiveram mais um grande revés na sua profissão, regulamentada há 40 anos, e na sua organização enquanto categoria profissional. Por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista.

 

A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da primeira instância numa ação civil pública.

 

No recurso, o MPF e o Sertesp sustentaram que o Decreto-Lei 972/69, que estabelece as regras para exercício da profissão – inclusive o diploma –, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.

 

Votaram contra a exigência do diploma de jornalista o relator, ministro Gilmar Mendes, as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, e os ministros Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Celso de Mello. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à exigência do diploma. Não participaram do julgamento os ministros Menezes Direito e Joaquim Barbosa, ausentes justificadamente da sessão.

 

Ao defender o fim da exigência do diploma, o relator do processo, Gilmar Mendes, fez uma analogia que é uma pérola. Comparou a profissão de jornalista com a de chefe de cozinha. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, comparou.

E mais. Segundo Mendes, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.

 

Ele acrescentou, ainda, que o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área. “A formação específica em cursos de jornalismos não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros”.

Os ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e ellen Gracie seguiram o voto do relator.

 

Único ministro a votar favoravelmente pelo diploma, Marco Aurélio sustentou que a exigência do diploma existe há 40 anos e acredita que as técnicas para entrevistar, editar ou reportar são necessárias para a formação do profissional. "Penso que o jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral", defendeu.

 

Posição do Sindijor

 

O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe, George Washington, lamentou a decisão do STF. Para ele, “o STF confunde liberdade de expressão com liberdade de profissão”, e o fim da exigência do diploma para jornalista vai precarizar ainda mais as relações de trabalho nas redações, já que agora qualquer um pode ser jornalista, com o seu qualquer formação.

 

“Não tenho dúvida de que os empresários da comunicação devem estar comemorando e muito essa decisão, porque eles voltam a ter o poder de dizer quem é ou não jornalista. Infelizmente, mais uma vez quem perde são os trabalhadores. Hoje, são os jornalistas; amanhã, pode ser qualquer outra profissão de nível superior, basta que interesse ao grande capital”, retrucou .

 

O presidente do Sindijor chamou a atenção para o voto do relator. “Quem acompanhou o julgamento, pôde ouvir claramente Gilmar Mendes apontar que os próprios meios de comunicação devem exercer o mecanismo de controle de contratação de seus profissionais. Então, fica bem claro de que lado esse senhor está”, disse.

 

Outra questão levantada pelo sindicalista é quanto a quem paga o prejuízo daqueles que investiram tempo e dinheiro para fazer o curso de jornalismo. “Quem estudou para ser jornalista, investiu na profissão porque sabia que ela tinham regulamentação e que o diploma valia algo na disputa de mercado. E agora, quem paga por esse prejuízo? Os ministros do STF? O Sertesp?”, questiona o presidente.

 

Segundo Washington, a diretoria do Sindicato se reúne nesta quinta-feira, 18, para avaliar a decisão do STF e tentar traçar algumas estratégias para tentar evitar que a categoria dos jornalistas profissionais seja penalizada. Uma das idéias, de acordo com o sindicalista, é fazer um ranking das empresas que contratam jornalistas sem diploma, “para que a sociedade possa saber o grau de profissionalismo das redações nessas empresas e avaliar melhor a qualidade da informação produzida pelo veículo”. A outra é a possibilidade de ajuizar uma ação coletiva com os jornalistas que se sentirem lesados pela decisão do STF. “Vamos ver a viabilidade disso”, assegura.

 

Histórico


A disputa judicial sobre a constitucionalidade da exigência do diploma se arrasta desde 2001, quando a 16ª Vara Federal de São Paulo concedeu liminar que suspendeu a obrigatoriedade do diploma para a obtenção de registro profissional. Em 2005, antes de o caso chegar às instâncias superiores, a liminar foi revogada pela 4ª Turma do TRF da 3ª Região.

Em novembro de 2006, no entanto, uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, hoje presidente do Supremo, garantiu o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão sem possuírem graduação em jornalismo ou mesmo registro no Ministério do Trabalho.

 



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 23h18
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Nilson Lima é o cara!

Sergipe é mesmo a terra do impossível. Quem acreditaria que Marcelo Déda, então quarto lugar nas pesquisas de opinião no ano de 2000, poderia eleger-se prefeito de Aracaju ainda no primeiro turno? Mas ele conseguiu. Hoje o governador Dr. Deda é tido por alguns como figurinha fácil na cadeira do palácio de despachos em janeiro de 2011. Outros têm como certa a candidatura e vitória do ex-governador João Alves. Esses articulistas políticos e suas bolas de cristal andam agora arrepiados (ou seria aperreados?), com a provável candidatura de Nilson Lima ao governo Estadual. Detentor de uma excelente imagem pública tendo saído do governo como um dos secretários de Estado mais competentes da história de Sergipe, Nilson não precisa de um fenômeno como Carlos Cauê para fazer bonito frente aos principais candidatos. E há ainda boatos de que seu vice poderá ser nada mais nada menos que Anderson Góis, o simpático professor eloqüente que colocou pedras nos sapatos dos candidatos à prefeitura de Aracaju ano passado. Que rufem os tambores.



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 16h58
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Teaser do filme "Chico Xavier"

Mal começaram as gravações do filme sobre a vida de Chico Xavier e já caiu nas graças da rede um pequeno teaser mostrando um momento bastante comum em toda a vida do médium: uma psicografia. O filme é baseado no livro “As vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior e é dirigido por Daniel Filho. Chico será interpretado por Nelson Xavier e o lançamento está previsto para abril de 2010. O filme, bastante aguardado por brasileiros, sejam eles espíritas, ou não, deverá ser o grande sucesso nacional de bilheteria no próximo ano.

 



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 00h37
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LEITORA DENUNCIA A QUALIDADE DA ÁGUA NA CAPITAL BRASILEIRA DA QUALIDADE DE VIDA

Recebi um desabafo da querida leitora Luciana Andrade que está vivendo em Aracaju há menos de um ano. Ela foi atraída por um tal título de Capital da Qualidade de vida e se pergunta: como é possível ter boa qualidade de vida consumindo água de péssima qualidade? As fotos abaixo nos foam enviadas por Luciana. Eis o desabafo da poetisa:

 

Olá Grace, tudo bem? Sempre que posso visito o seu site e antes de tudo, parabéns pelas reportagens. Estou lhe enviando fotos da nossa água que sai das torneiras de Aracaju, diretamente para o consumo dos sergipanos. É inacreditável e um absurdo o que temos como forma de matar a sede, sim, matar a sede, porque são poucos que têm o privilégio de poder comprar água potável para consumir. Não sou de Aracaju, vim morar aqui porque me disseram que era a cidade de qualidade de vida melhor do mundo!!!! E estou admirada com a qualidade realmente. Não resta dúvida de que Aracaju se tem uma orla maravilhosa, mas não é só de mar que vive o homem!!! Desculpe-me pelo desabafo, mas é revoltante essa condição que nos impõe, principalmente quando você paga uma taxa de esgoto que é proporcionalissíssima à sua conta de água.

 

 



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 20h11
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LIVROS DE GAVAZZA JÁ A VENDA NA INTERNET

Para quem gosta de boa leitura aqui vão duas dicas: são os livros “Paris Nem Sempre é Uma Festa” e “Manhattan É Logo Ali”.  São novelas policiais com análise de comportamento. Possuem ambientação histórica  (Paris é no fim do  século 19 e Manhattan em 1930) e personalidades da época interagem com personagens da trama. Os livros são de autoria do publicitário Marco Gavazza, que tem ampla experiência na área de marketing e publicidade eleitoral, e também é colunista do portal “Bahia Já” (www.bahiaja.com.br). Os livros podem ser encontrados e comprados  no site www.clubedeautores.com.br  Se não estiverem na página inicial existem vários sistemas de busca: por título, nome do autor etc. Boa leitura!



Escrito por Cajueiros e Papagaios às 23h58
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